Autor: Azeplast_0ejsf

  • Por que as certificações são cada vez mais importantes na indústria plástica?

    Por que as certificações são cada vez mais importantes na indústria plástica?

    Por que as certificações são cada vez mais importantes na indústria plástica?

    De acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a incorporação de práticas ESG e de gestão responsável da cadeia de fornecedores vem se consolidando como um dos principais fatores de competitividade da indústria brasileira. 

    Ao mesmo tempo, novas regulamentações voltadas à economia circular, como o Decreto nº 12.688/2025, reforçam a necessidade de maior rastreabilidade e transparência nos processos produtivos.

    Hoje, certificações que comprovam sustentabilidade, ética, rastreabilidade (https://www.azeplast.com.br/blog/rastreabilidade-40-blockchain-e-novas-metas-de-2026-transformam-a-reciclagem-no-brasil ) e conformidade são fatores cada vez mais relevantes na homologação de fornecedores e na construção de cadeias produtivas mais resilientes, competitivas e preparadas para os desafios do mercado.

    Nesse cenário, fornecedores capazes de comprovar boas práticas por meio de certificações reconhecidas tornam-se parceiros estratégicos para organizações que buscam reduzir riscos, atender exigências regulatórias e fortalecer sua competitividade. Continue para saber mais!

    Quando um fornecedor não é certificado, toda a cadeia pode sentir os impactos

    A responsabilidade sobre um produto não termina nos limites da fábrica. Cada vez mais, empresas dos setores alimentício, farmacêutico, cosmético, químico, de higiene e limpeza, agronegócio, bens de consumo e industrial são cobradas por clientes, investidores e órgãos reguladores a demonstrar que toda a sua cadeia de fornecimento atua de forma responsável.

    Na prática, isso significa que fornecedores sem certificações reconhecidas podem representar um desafio para seus clientes. Processos de homologação mais rigorosos, auditorias, exigências relacionadas a indicadores ESG, necessidade de comprovação da origem de matérias-primas (https://www.azeplast.com.br/blog/pcr-na-pratica ), atendimento às legislações ambientais e comprovação de conteúdo reciclado são fatores que passaram a influenciar diretamente as relações comerciais.

    Assim, certificações reconhecidas tornaram-se uma ferramenta de gestão de riscos, proporcionando maior transparência, previsibilidade e segurança para toda a cadeia produtiva.

    Mas, afinal, o que as certificações garantem para o cliente?

    As certificações demonstram que uma empresa adota processos auditados, segue normas reconhecidas e investe continuamente na melhoria de suas operações. Para quem escolhe um fornecedor, isso representa benefícios concretos, como:

    Além de comprovar práticas responsáveis e conformidade com as exigências do mercado, as certificações também oferecem maior segurança em relação à qualidade do material fornecido. Em um cenário de expansão do uso de reciclados, um dos principais desafios da indústria é garantir que a adoção de matérias-primas recicladas aconteça sem comprometer o desempenho, a padronização e a confiabilidade que os clientes já esperam dos materiais virgens.

    Por isso, fornecedores certificados se tornam parceiros estratégicos: eles demonstram capacidade de atender às novas regulamentações e demandas de sustentabilidade mantendo critérios rigorosos de qualidade, desempenho e segurança em seus processos produtivos.

    Ao escolher um parceiro certificado, as empresas fortalecem não apenas sua operação, mas toda a cadeia em que estão inseridas.

    EcoVadis: sustentabilidade reconhecida internacionalmente

    A EcoVadis é uma das mais respeitadas plataformas globais de avaliação de sustentabilidade empresarial, utilizada por milhares de organizações para analisar o desempenho ESG de seus fornecedores.

    Sua metodologia considera quatro pilares fundamentais:

    * Meio ambiente;

    * Direitos humanos e relações de trabalho;

    * Ética empresarial;

    * Compras sustentáveis.

    Ao conquistar essa certificação, a empresa demonstra que a sustentabilidade faz parte da gestão do negócio e está presente em seus processos, políticas e práticas corporativas, alinhado às exigências de grandes cadeias produtivas nacionais e internacionais.

    SMETA: compromisso com ética, pessoas e responsabilidade

    A auditoria SMETA (Sedex Members Ethical Trade Audit) é uma das avaliações de responsabilidade social mais reconhecidas no mundo.

    Ela verifica aspectos relacionados às condições de trabalho, saúde e segurança ocupacional, ética empresarial e gestão ambiental, assegurando que as organizações mantenham processos responsáveis e transparentes.

    Essa certificação reforça o compromisso com um ambiente de trabalho seguro, relações éticas e melhoria contínua, e representa mais segurança ao cliente ao integrar uma cadeia de fornecimento comprometida com práticas responsáveis e reconhecidas internacionalmente.

    Recircula Brasil: rastreabilidade que fortalece a economia circular

    A iniciativa certifica e rastreia a utilização de matéria-prima reciclada por meio de um sistema auditado de balanço de massa, proporcionando transparência sobre o conteúdo reciclado presente nos produtos.

    Essa certificação ganha ainda mais relevância diante das novas regulamentações voltadas ao aumento do uso de plástico reciclado e da crescente demanda do mercado por comprovação de práticas sustentáveis.

    Entre seus principais benefícios estão:

    * rastreabilidade do conteúdo reciclado;

    * comprovação da origem dos materiais utilizados;

    * fortalecimento da economia circular;

    * maior transparência para clientes e órgãos reguladores;

    * apoio ao atendimento das exigências do Decreto nº 12.688/2025 (https://www.azeplast.com.br/blog/decreto-126882025-transforma-mercado-corrida-por-rastreabilidade-e-pcr-certificada-define-agenda-para-2026 ) e de outras iniciativas voltadas à sustentabilidade.

    Para empresas que precisam reportar indicadores ESG ou comprovar a utilização de conteúdo reciclado em seus produtos, contar com fornecedores certificados representa um importante diferencial competitivo.

    Certificações que acompanham a evolução da indústria

    Certificações como EcoVadis, SMETA e Recircula Brasil demonstram que a Azeplast está preparada para atender às exigências atuais e futuras do mercado, oferecendo segurança, transparência, governança e confiança para empresas que entendem que uma cadeia produtiva forte começa pela escolha dos parceiros certos.

    Cada certificação conquistada representa investimentos constantes em pessoas, tecnologia, processos e melhoria contínua, e refletem a forma como a Azeplast enxerga seu papel no mercado: contribuir para uma indústria mais responsável, inovadora e preparada para os desafios da economia circular.

    Ao reunir certificações reconhecidas nacional e internacionalmente, a empresa reforça seu compromisso em entregar soluções que agregam valor não apenas aos seus clientes, mas a toda a cadeia produtiva, construindo relações baseadas em confiança, desempenho e sustentabilidade.

    Converse conosco para garantir um fornecimento de embalagens com certificação!

  • 35 anos de transformação: a visão de Djalma Azevedo sobre o futuro das embalagens e da economia circular

    35 anos de transformação: a visão de Djalma Azevedo sobre o futuro das embalagens e da economia circular

    Da evolução da reciclagem no Brasil às novas exigências regulatórias, o diretor-presidente da Azeplast compartilha os aprendizados de mais de três décadas de atuação na indústria e explica por que a economia circular deixou de ser tendência para se tornar uma estratégia de negócios.

    Ao longo dos últimos 35 anos, a indústria de embalagens passou por mudanças profundas. Tecnologias evoluíram, legislações foram criadas, consumidores passaram a exigir mais responsabilidade ambiental e a economia circular ganhou espaço nas estratégias das empresas.

    Poucos profissionais acompanharam essa transformação tão de perto quanto Djalma Azevedo, diretor-presidente da Azeplast. Desde o início da década de 1990, ele viu o mercado deixar de tratar o plástico reciclado como um material de baixo valor para reconhecê-lo como um ativo estratégico para a competitividade das indústrias.

    Nesta entrevista especial, Djalma compartilha sua visão sobre a evolução do setor, os desafios da reciclagem de filmes flexíveis, o impacto das novas regulamentações e os caminhos que devem definir o futuro das embalagens no Brasil e no mundo.

    De subproduto a estratégia de mercado

    Durante muito tempo, reciclar plástico era uma atividade vista apenas como alternativa para reduzir custos. Segundo Djalma, esse cenário começou a mudar à medida que a tecnologia evoluiu, permitindo transformar resíduos em matérias-primas capazes de atender aos mesmos padrões de desempenho exigidos pela indústria.

    “Quando começamos, em 1991, plástico reciclado era tratado como subproduto de quem não podia pagar pelo virgem. Não existia PCR no vocabulário comercial. Existia ‘aparas’, ‘sucata’, ‘refugo’”, explicou.

    Ao longo dessa trajetória, ele identifica três grandes marcos para o setor: a profissionalização dos processos de reciclagem, o avanço das legislações ambientais e a mudança na percepção do mercado.

    A primeira transformação ocorreu com a evolução tecnológica da reciclagem. Processos como lavagem, separação, extrusão e controle de propriedades passaram a exigir engenharia, controle de qualidade e investimentos em equipamentos especializados.

    “A extrusão de PCR deixou de ser ‘jogar o aparado de volta na máquina’ e virou ciência de processo”, reflete o diretor-presidente.

    Mais recentemente, a regulamentação passou a acelerar esse movimento. A Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu as bases para a economia circular, enquanto o Decreto nº 12.688/2025 trouxe metas obrigatórias para recuperação de embalagens e utilização de conteúdo reciclado.

    Na avaliação de Djalma, outro fator passou a impulsionar definitivamente essa transformação: a demanda do próprio mercado. “Sustentabilidade deixou de ser marketing verde e passou a ser critério de homologação de fornecedor”, pontuou.

    O momento em que sustentabilidade deixou de ser escolha

    Embora o debate sobre sustentabilidade já estivesse presente há alguns anos, Djalma identifica um momento bastante específico em que percebeu que o tema deixaria de ser apenas um diferencial competitivo.

    Segundo ele, isso aconteceu em 2019, quando grandes clientes passaram a solicitar comprovações formais sobre o percentual de PCR presente nas embalagens, sua origem e os mecanismos de rastreabilidade adotados pela indústria. “Não foi por epifania. Foi por dado concreto”, expõe o diretor.

    A partir dali, a sustentabilidade deixou de estar restrita às áreas de marketing ou responsabilidade corporativa e passou a integrar diretamente os processos de compras das empresas.

    Esse movimento ganhou ainda mais força com a pressão de investidores, metas globais de redução de emissões e, posteriormente, com a publicação do Decreto nº 12.688/2025.

    Produzir com PCR exige muito mais do que usar plástico reciclado

    Um dos pontos mais enfatizados por Djalma é que existe uma diferença significativa entre utilizar matéria-prima reciclada e dominar, de fato, a produção de embalagens com PCR. Segundo ele, tudo começa muito antes da extrusão.

    “Produzir embalagem com PCR não é pegar resíduo moído e jogar na extrusora”, problematiza ele, que enfatiza ainda que, para alcançar desempenho industrial, é necessário controlar toda a cadeia: origem do resíduo, triagem, lavagem, extrusão, formulação das resinas, rastreabilidade e certificações.

    Ainda em sua fala, destaca que a reciclagem de filmes flexíveis pós-consumo está entre os processos mais complexos da indústria, justamente pelo elevado nível de contaminação e pela diversidade de polímeros presentes nesse tipo de resíduo. Além da tecnologia, outro fator faz diferença.

    “Cliente industrial não quer PCR quando disponível. Quer PCR todo mês, no mesmo lote, com a mesma qualidade,” problematiza ele que, cada vez mais foi compreendendo as dores do setor.

    Uma nova realidade para a indústria brasileira

    Na visão do diretor-presidente da Azeplast, a legislação brasileira representa apenas o início de uma transformação muito maior.

    Enquanto o Brasil avança com o Decreto nº 12.688/2025, mercados como o europeu já implementam normas ainda mais rigorosas, como a PPWR (Packaging and Packaging Waste Regulation), que estabelece requisitos relacionados à reciclabilidade, conteúdo reciclado e rastreabilidade das embalagens.

    Para Djalma, isso demonstra que a economia circular caminha para se tornar um padrão internacional. “O mundo está convergindo para um padrão global de circularidade obrigatória”, reflete.

    Esse cenário deve impactar não apenas empresas exportadoras, mas toda a cadeia de fornecimento, já que grandes multinacionais tendem a exigir dos seus fornecedores padrões semelhantes aos adotados em seus mercados de origem.

    Credibilidade construída ao longo de 35 anos

    Ao falar sobre a trajetória da Azeplast, Djalma atribui a consolidação da empresa a um conjunto de fatores que vão além da tecnologia.

    Consistência operacional, verticalização dos processos, especialização em filmes flexíveis pós-consumo e relacionamento próximo com os clientes aparecem como pilares dessa construção. Segundo ele, a confiança do mercado é resultado de um trabalho contínuo.

    “A credibilidade de uma indústria de transformação se constrói lote a lote, remessa a remessa”, coloca o também presidente, que ainda ressalta que momentos desafiadores fizeram parte dessa história e contribuíram para fortalecer a cultura da empresa. “Empresa que não se adapta morre.”

    Para Djalma, a capacidade de enfrentar mudanças, mantendo a operação e o compromisso com os clientes, faz parte da credibilidade construída ao longo das últimas décadas.

    O futuro pertence a quem agir agora

    Ao projetar os próximos anos, Djalma acredita que a competitividade estará diretamente ligada à capacidade das empresas de incorporar a economia circular aos seus modelos de negócio.

    Isso permite atender à legislação e ainda representa uma oportunidade de diferenciação, fidelização de clientes e acesso a novos mercados. “Economia circular não é obrigação fiscal. É nova fronteira de valor”, destaca.

    Na avaliação do executivo, empresas que demorarem para investir em estrutura, tecnologia e rastreabilidade poderão enfrentar custos maiores, dificuldades de abastecimento e perda de competitividade.

    Uma trajetória construída antes da tendência

    Ao final da conversa, Djalma resume em poucas palavras aquilo que considera o principal aprendizado de sua trajetória na indústria: negócios sustentáveis são aqueles capazes de atravessar décadas, adaptando-se às mudanças sem perder a consistência.

    Depois de mais de 35 anos acompanhando a evolução do setor, ele acredita que a economia circular deixou de ser uma possibilidade para se tornar um caminho inevitável para a indústria do plástico.

    “A Azeplast fez essa aposta há 35 anos, quando reciclar plástico não era tendência, era teimosia. Hoje, a teimosia virou estratégia”, conclui.

  • Atlas e Azeplast: 26 anos de parceria mostram como a sustentabilidade gera valor para a indústria

    Atlas e Azeplast: 26 anos de parceria mostram como a sustentabilidade gera valor para a indústria

    Mais de 1 milhão de toneladas de resina plástica reciclada pós-consumo foram produzidas no Brasil em 2024, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST). O número reflete um movimento cada vez mais presente na indústria: transformar sustentabilidade em eficiência, inovação e geração de valor.

    Mas o verdadeiro impacto da reciclagem não acontece quando o resíduo é coletado. Ele acontece quando esse material retorna à cadeia produtiva e volta a cumprir uma função estratégica dentro da indústria.

    A parceria entre Atlas Eletrodomésticos e Azeplast é um exemplo dessa transformação. Há 26 anos, as empresas demonstram que é possível unir qualidade, competitividade e responsabilidade ambiental em uma mesma operação. Confira um pouco desta história! 

    A sustentabilidade como parte da estratégia industrial

    A Atlas é uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do Brasil e líder nacional na produção de fogões. Com milhões de produtos fabricados anualmente, a empresa opera em um ambiente onde eficiência, qualidade e competitividade são fatores decisivos.

    Ao mesmo tempo, assim como acontece em toda a indústria moderna, existe uma demanda crescente por processos mais sustentáveis e por soluções que reduzam impactos ambientais sem comprometer desempenho, produtividade ou segurança.

    É nesse contexto que a utilização de plástico reciclado ganha relevância. Agora, é preciso inserir resíduos novamente no ciclo produtivo, transformando aquilo que seria descartado em um recurso capaz de gerar valor econômico e ambiental.

    Decreto do Plástico 

    Além das demandas do mercado e dos compromissos ESG assumidos pelas empresas, o tema também vem ganhando força no ambiente regulatório. 

    Nos últimos anos, o Brasil avançou em iniciativas voltadas à economia circular e ao incentivo ao uso de materiais reciclados, consolidando um cenário cada vez mais favorável para soluções que promovam o reaproveitamento de recursos.

    Esse movimento também vem sendo impulsionado pelo avanço da regulamentação ambiental no País. Em outubro de 2025, o Governo Federal publicou o Decreto nº 12.688/2025, que regulamenta dispositivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e estabelece novas diretrizes para a logística reversa de embalagens plásticas. 

    Entre as medidas previstas estão metas progressivas de recuperação de embalagens e a ampliação do uso de plástico reciclado pós-consumo (PCR) na indústria, fortalecendo a economia circular e estimulando o reaproveitamento de materiais ao longo da cadeia produtiva.

    Nesse contexto, experiências construídas ao longo de décadas ganham ainda mais relevância. É o caso da parceria entre Atlas Eletrodomésticos e Azeplast, que há 26 anos demonstra, na prática, como sustentabilidade e competitividade podem caminhar juntas.

    O papel da economia circular na indústria

    A economia circular propõe uma mudança importante na forma como os recursos são utilizados. Em vez de seguir o modelo tradicional de extração, uso e descarte, o conceito busca manter materiais em circulação pelo maior tempo possível, reduzindo desperdícios e aproveitando melhor os recursos disponíveis.

    Na prática, isso significa que resíduos industriais podem retornar à cadeia produtiva como matéria-prima para novos produtos e aplicações. Quando esse processo acontece com qualidade, rastreabilidade e controle, o resultado é uma operação mais eficiente e sustentável.

    É exatamente esse papel que a Azeplast desempenha ao longo de sua trajetória: transformar resíduos plásticos em soluções capazes de atender às exigências da indústria brasileira.

    Sustentabilidade sem abrir mão da performance

    Um dos principais mitos ainda associados ao uso de materiais reciclados é a ideia de que eles oferecem menor qualidade ou desempenho em comparação às matérias-primas convencionais. A experiência da Atlas demonstra justamente o contrário.

    Ao longo de mais de duas décadas de parceria, o plástico reciclado fornecido pela Azeplast tem sido utilizado em embalagens que precisam cumprir requisitos rigorosos de proteção, resistência e funcionalidade. Ou seja, a sustentabilidade não substitui a qualidade. Ela se soma a ela.

    Esse é um dos fatores que tornam a economia circular viável em larga escala: a capacidade de entregar desempenho operacional enquanto reduz impactos ambientais.

    Quando o impacto vira resultado

    A sustentabilidade ganha força quando pode ser medida. Por isso, os resultados acumulados ao longo da parceria entre Atlas e Azeplast ajudam a demonstrar como decisões responsáveis podem gerar impactos concretos para a indústria e para a sociedade.

    Em 26 anos de colaboração, a parceria possibilitou:

    -Mais de 856 toneladas de plástico reciclado reaproveitado;

    -Mais de 1.010 toneladas de resíduos desviados de aterros;

    -Economia superior a 3,88 milhões de kWh de energia;

    -Preservação de mais de 4,1 milhões de litros de água.

    Esses números representam recursos preservados, redução de desperdícios e uma cadeia produtiva mais eficiente. Resultados construídos por meio de investimentos, inovação, planejamento e, principalmente, pela integração entre empresas que compartilham objetivos semelhantes.

    Uma parceria construída sobre confiança

    Ao longo de 26 anos, Atlas e Azeplast desenvolveram uma parceria baseada em confiança, consistência operacional e evolução conjunta. Uma colaboração estratégica em que ambas as empresas contribuem para fortalecer processos, ampliar resultados e construir soluções alinhadas às demandas da indústria moderna.

    Esse modelo demonstra que a sustentabilidade não depende apenas de iniciativas isoladas, já que se torna mais eficiente quando envolve toda a cadeia produtiva. Pelo contrário. Desafios ambientais e produtivos da indústria exigem soluções cada vez mais integradas.

    Reduzir desperdícios, aumentar a eficiência dos recursos e desenvolver cadeias produtivas mais sustentáveis é uma necessidade para empresas que desejam manter sua competitividade no longo prazo. E a parceria entre Atlas e Azeplast mostra que esse caminho é possível.

    Confira aqui ou em nosso Instagram um pouco mais sobre essa parceria e veja que o verdadeiro impacto da reciclagem acontece quando ela retorna para a indústria, gera valor para os negócios e contribui para construir um futuro mais sustentável para todos.

  • Tecnologia, controle e experiência: os pilares da qualidade nas embalagens com PCR

    Tecnologia, controle e experiência: os pilares da qualidade nas embalagens com PCR

    A adoção de materiais reciclados pós-consumo (PCR) tem avançado em diversos segmentos industriais, impulsionada pelas metas de sustentabilidade e pelas novas exigências do mercado. No entanto, ainda existem dúvidas sobre a capacidade desses materiais de entregar qualidade, desempenho e padronização em aplicações industriais.

    Para falar sobre o tema, conversamos com Darlan Trindade, Diretor Industrial da Azeplast, que explica como tecnologia, controle de processo e experiência técnica são fatores essenciais para garantir a confiabilidade das embalagens produzidas com PCR.

    Com o avanço das metas de sustentabilidade e das novas exigências do mercado, quais fatores garantem a qualidade e a segurança das embalagens produzidas com PCR?

    Segundo Darlan, dois fatores são fundamentais nesse processo: tecnologia e know-how.

    “A Azeplast utiliza equipamentos de vanguarda quando se refere à produção de embalagens flexíveis e à garantia da estabilidade no processo.”

    Entre os recursos utilizados pela empresa estão extrusoras de três camadas com tecnologia de controle de variação de espessura, dosadores gravimétricos de última geração e um laboratório próprio para aferição dos principais requisitos técnicos das embalagens.

    “O laboratório permite a aferição de parâmetros como coeficiente de deslizamento (COF), alongamento, resistência à tração e taxa de encolhimento.”

    Além da estrutura tecnológica, Darlan destaca a experiência da equipe técnica como um diferencial importante.

    “A Azeplast possui profissionais com mais de 20 anos de experiência na produção de embalagens flexíveis, incluindo a produção de PCR.”

    Ainda existem muitas dúvidas sobre o uso de materiais reciclados em embalagens. Quais são os principais mitos e verdades que as empresas precisam entender antes de adotar soluções com PCR?

    Para o diretor industrial da Azeplast, a percepção de que o PCR é um material de qualidade inferior tem origem em um contexto diferente do atual.

    “O PCR sempre foi tratado como um material de segunda linha no horizonte das embalagens flexíveis, muito em função dos próprios fabricantes de PCR não se preocuparem com a qualidade do material produzido.”

    Segundo ele, esse cenário começou a mudar com o avanço das práticas ESG e com a crescente demanda das grandes indústrias por soluções mais sustentáveis sem abrir mão da qualidade.

    “Isso fez com que as empresas investissem em tecnologia para obter resinas e, por conseguinte, embalagens PCR com qualidade semelhante a seus pares originados com matéria-prima virgem.”

    Darlan também destaca um diferencial importante da operação da Azeplast: a verticalização do processo produtivo.

    “Um fator que diferencia a Azeplast da maioria dos seus concorrentes é que seu processo é todo verticalizado.”

    Isso significa que a resina PCR utilizada na fabricação das embalagens é produzida pela própria empresa, permitindo maior controle dos parâmetros técnicos e da qualidade do material empregado.

    “A Azeplast tem controle total sobre o PCR produzido e as embalagens geradas a partir dele.”

    No caso de embalagens para eletrodomésticos e bens duráveis, onde o uso de material reciclado é permitido e quais cuidados técnicos precisam ser observados para garantir conformidade e desempenho?

    Quando o assunto é desempenho, alguns indicadores técnicos merecem atenção especial.

    “Posso citar três parâmetros que julgo os mais importantes para esse tipo de aplicação: coeficiente de deslizamento (COF), alongamento até a ruptura e força de selagem.”

    De acordo com Darlan, mais do que atingir um determinado resultado em um lote específico, é fundamental garantir repetitividade e estabilidade ao longo da produção.

    “Se a embalagem tiver esses parâmetros dentro do que o cliente espera como padrão e esse padrão tenha repetitividade, certamente o cliente vai ficar satisfeito.”

    Todos esses requisitos podem ser avaliados internamente pela equipe da Azeplast, por meio dos ensaios realizados em laboratório.

    Para as empresas que precisam se adequar às novas demandas de sustentabilidade sem comprometer qualidade e produtividade, qual é o papel de um fornecedor especializado nesse processo?

    Para Darlan, a principal responsabilidade de um fornecedor especializado é garantir uma transição segura para o cliente.

    “O principal papel do fornecedor que vai entrar em um cliente já acostumado com a matéria-prima virgem é garantir que a substituição da base produtiva não interfira na operação produtiva.”

    Segundo ele, essa segurança é construída a partir dos mesmos pilares que sustentam toda a estratégia da empresa.

    “A base para isso são os dois fatores que citei anteriormente: tecnologia e know-how.”

    Dessa forma, a adoção de PCR deixa de ser apenas uma iniciativa voltada à sustentabilidade e passa a ser uma solução viável também do ponto de vista operacional, técnico e produtivo.

  • PCR: o que muda na indústria com o avanço do PCR na visão de quem está dentro do processo

    PCR: o que muda na indústria com o avanço do PCR na visão de quem está dentro do processo

    A indústria de embalagens está passando por uma mudança importante e isso se relaciona com o material das embalagens, ou melhor, com o PCR.

    Com o avanço das regulamentações e a entrada em vigor do Decreto 12.688, o uso de material reciclado deixou de ser uma escolha e passou a ser uma exigência, impactando operação, custo e competitividade.

    Mas, na prática, o que isso significa?

    Para entender esse cenário, conversamos com Patrick Medeiros, diretor comercial da Azeplast, indústria especializada em filmes flexíveis com alto uso de PCR (material reciclado pós-consumo), que vive esse movimento no dia a dia.

    “A embalagem deixou de ser operacional. Hoje ela impacta o negócio.”

    Por que a embalagem deixou de ser um tema apenas operacional dentro das indústrias?

    Porque hoje ela impacta diretamente o negócio.

    Antes, embalagem era muito tratada como commodity, algo mais técnico, operacional. Hoje não. Hoje ela mexe com margem, com risco e com competitividade.

    Quando entra uma regulamentação como o Decreto 12.688, isso fica ainda mais claro. Não é mais uma decisão opcional, é algo que a empresa vai precisar estruturar.

    “O mercado ainda não sabe o que está acontecendo”

    As empresas já estão preparadas para esse novo cenário?

    Não estão. O que a gente vê na prática é que o mercado, de forma geral, não sabe o que está acontecendo ainda. Falta informação. Inclusive sobre o PCR.

    Muita empresa acha que já está fazendo o que precisa porque já trabalha com logística reversa, mas não é a mesma coisa. São coisas diferentes. Então existe uma falsa sensação de que está tudo certo, e não está.

    “O maior erro hoje é achar que já está resolvido”

    Quais são os erros mais comuns que você tem visto?

    O principal erro é esse: achar que já resolveu.

    Muita empresa acredita que está usando material reciclado adequado, mas quando a gente vai ver, é material pós-industrial. E isso não atende ao que o decreto exige.

    Outro ponto é a falta de rastreabilidade. Precisa entender o PCR. Não basta dizer que é reciclado. Precisa comprovar de onde vem, ter certificação, ter controle. Sem isso, não adianta.

    “Ainda existe resistência, mas ela vem de um histórico antigo”

    O uso de PCR ainda gera insegurança na indústria?

    Gera. Mas essa insegurança vem muito mais do histórico do mercado do que da realidade de hoje.

    Lá atrás, o material reciclado realmente tinha problema, cheiro, impureza, dificuldade de rodar na máquina. Isso aconteceu, não dá pra negar.

    Só que o mercado evoluiu. Hoje, quando você tem controle da cadeia e um material bem feito, o comportamento é outro. O problema é que muita gente ainda está olhando com a cabeça de anos atrás.

    “Não é essa complexidade toda que o mercado imagina”

    O que realmente muda na operação ao adotar PCR?

    Não é uma ruptura. O que muda são ajustes. Dependendo da aplicação, você precisa calibrar alguma coisa, acompanhar mais de perto no início. Mas isso faz parte de qualquer validação.

    Com material de qualidade e suporte técnico, isso roda. O problema é quando a empresa testa com material ruim ou sem apoio, aí realmente não funciona, e ela acaba travando.

    “Quem olha primeiro para isso não é o Compras”

    Dentro das empresas, quem deve estar envolvido nesse processo?

    Normalmente começa por qualidade, sustentabilidade e P&D. Essas áreas entendem o impacto técnico e regulatório. O Compras entra depois, quando já tem uma diretriz mais clara.

    Por isso, quando a gente fala de comunicação, tem que falar com essas áreas primeiro. São elas que puxam esse tipo de movimento dentro das empresas.

    “Não se adaptar pode gerar impacto real”

    Quais são os riscos para quem não se adequar?

    Tem risco, sim. O decreto prevê multa e pode chegar até em questões de licença de operação. Não é algo leve.

    Mas, além disso, tem o impacto de mercado. Empresas que não se movimentarem podem começar a perder espaço, principalmente em cadeias onde isso passa a ser exigido. E isso tende a crescer.

    Mais do que entender, o desafio é aplicar

    Se o cenário já mudou, a dúvida agora é como fazer isso na prática sem comprometer a operação? Porque é aí que muita empresa trava. Pensando nisso, preparamos um material que aprofunda esse ponto no conteúdo a seguir. Clique aqui e confira!

  • PCR na prática: como aplicar material reciclado sem comprometer sua operação

    PCR na prática: como aplicar material reciclado sem comprometer sua operação

    A adoção de material reciclado nas embalagens deixou de ser uma tendência para se tornar uma exigência real do mercado. Mas o que o PCR na prática tem a ver com isso?

    Com a entrada em vigor do Decreto 12.688, empresas passam a ter não apenas a responsabilidade de gerenciar o plástico que colocam no mercado, mas também de incorporar conteúdo reciclado em suas embalagens.

    Apesar desse cenário, uma dúvida ainda trava muitas decisões dentro das indústrias: o uso de PCR compromete a operação?

    A resposta não é simples, mas também não é o problema que muitos imaginam, e é sobre isso que trata este presente texto. Confira!

    PCR na prática: o principal medo da indústria não é regulatório é operacional

    Quando o tema é PCR (material pós-consumo reciclado), a maior resistência não está na legislação, mas na operação.

    Áreas como qualidade, P&D e engenharia costumam levantar preocupações legítimas: receio de variações no material, impacto na maquinabilidade, possíveis falhas na produção e instabilidade no processo.

    Esse cuidado faz sentido, especialmente quando se considera o histórico do material reciclado no mercado.

    Durante anos, o PCR foi associado a baixa qualidade, presença de impurezas, odor e dificuldade de processamento. Essa percepção não surgiu por acaso, ela é resultado de uma cadeia que, por muito tempo, foi pouco controlada.

    O que mudou no uso de PCR nos últimos anos

    Apesar de tudo, o cenário é outro e a evolução da cadeia de reciclagem e a profissionalização de algumas indústrias trouxeram um novo padrão de material reciclado.

    Hoje o PCR na prática passa a ter um comportamento muito mais previsível quando há controle da origem, rastreabilidade e padronização da resina.

    Especialmente em operações verticalizadas, onde a própria indústria controla etapas críticas da cadeia, é possível reduzir variáveis e garantir maior estabilidade.

    Isso muda completamente a lógica: o reciclado deixa de ser uma alternativa de baixo custo e passa a ser uma solução técnica viável.

    O que realmente muda na operação ao usar PCR

    O uso do PCR na prática, não representa uma ruptura na operação, mas exige atenção a alguns pontos. O primeiro deles está relacionado aos ajustes de processo.

    Dependendo da aplicação, pode ser necessário realizar calibrações finas em parâmetros como temperatura, velocidade de máquina ou condições de selagem.

    São ajustes controláveis, mas que pedem acompanhamento técnico, especialmente nas primeiras rodadas.

    Outro ponto importante é o monitoramento inicial. Os testes são fundamentais para validar o comportamento do material em ambiente real e identificar eventuais necessidades de ajuste.

    É justamente nessa etapa que muitos projetos falham, não por limitações do material, mas pela ausência de suporte adequado.

    Por fim, a escolha do fornecedor tem um peso decisivo.

    Materiais reciclados sem controle de origem, sem padronização ou sem certificação tendem a apresentar variações que, essas sim, podem comprometer a operação.

    Ou seja, o problema não está no PCR na prática, em si, mas na falta de controle sobre ele.

    Por que muitas empresas ainda falham com PCR

    Grande parte das experiências negativas com material reciclado está associada a erros de entendimento e aplicação.

    É comum, por exemplo, que empresas utilizem material pós-industrial (PIR) acreditando que estão atendendo às exigências regulatórias, quando na verdade o decreto exige o uso de material pós-consumo (PCR).

    Além disso, a ausência de rastreabilidade e a escolha de fornecedores sem padrão de qualidade reforçam a sensação de insegurança.

    Assim, uma experiência ruim gera resistência, que por sua vez impede a evolução do uso do material, ciclo difícil de quebrar.

    Como garantir segurança ao aplicar PCR

    Empresas que conseguem avançar com segurança na adoção de PCR na prática têm algo em comum: tratam o tema de forma estruturada.

    Isso começa pela conformidade regulatória, com materiais certificados e rastreáveis. Passa pela segurança operacional, com testes acompanhados e validação em ambiente real.

    E se completa com a segurança de fornecimento, garantindo volume, padronização e consistência ao longo do tempo.

    Quando esses três elementos estão alinhados, o material reciclado deixa de ser uma incerteza e passa a fazer parte de uma operação estável.

    O fator tempo: um ponto que muitas empresas ignoram

    Um aspecto frequentemente negligenciado nesse processo é o tempo de implementação.

    A adaptação de embalagens não acontece de forma imediata. Mesmo em cenários mais simples, o desenvolvimento pode levar alguns meses, especialmente quando envolve validação técnica e ajustes operacionais.

    Isso significa que quando a exigência se torna urgente, o tempo de resposta já não é suficiente.

    E é fundamental compreender que o uso de PCR na indústria deixou de ser uma discussão restrita à sustentabilidade e passou a fazer parte da estratégia operacional das empresas.

    Hoje, inclusive, ele está diretamente ligado à conformidade regulatória, à continuidade da produção e à competitividade no mercado. Neste sentido, a questão central é “como implementar com segurança”.

    Afinal, quando aplicado com controle, conhecimento e estrutura, o PCR na prática não compromete a operação, ele a viabiliza dentro do novo cenário da indústria. E aqui na Azeplast, oferecemos o caminho.

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