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  • PCR: o que muda na indústria com o avanço do PCR – na visão de quem está dentro do processo

    PCR: o que muda na indústria com o avanço do PCR – na visão de quem está dentro do processo

    A indústria de embalagens está passando por uma mudança importante e isso se relaciona com o material das embalagens, ou melhor, com o PCR.

    Com o avanço das regulamentações e a entrada em vigor do Decreto 12.688, o uso de material reciclado deixou de ser uma escolha e passou a ser uma exigência, impactando operação, custo e competitividade.

    Mas, na prática, o que isso significa?

    Para entender esse cenário, conversamos com Patrick Medeiros, diretor comercial da Azeplast, indústria especializada em filmes flexíveis com alto uso de PCR (material reciclado pós-consumo), que vive esse movimento no dia a dia.

    “A embalagem deixou de ser operacional. Hoje ela impacta o negócio.”

    Por que a embalagem deixou de ser um tema apenas operacional dentro das indústrias?

    Porque hoje ela impacta diretamente o negócio.

    Antes, embalagem era muito tratada como commodity, algo mais técnico, operacional. Hoje não. Hoje ela mexe com margem, com risco e com competitividade.

    Quando entra uma regulamentação como o Decreto 12.688, isso fica ainda mais claro. Não é mais uma decisão opcional, é algo que a empresa vai precisar estruturar.

    “O mercado ainda não sabe o que está acontecendo”

    As empresas já estão preparadas para esse novo cenário?

    Não estão. O que a gente vê na prática é que o mercado, de forma geral, não sabe o que está acontecendo ainda. Falta informação. Inclusive sobre o PCR.

    Muita empresa acha que já está fazendo o que precisa porque já trabalha com logística reversa, mas não é a mesma coisa. São coisas diferentes. Então existe uma falsa sensação de que está tudo certo, e não está.

    “O maior erro hoje é achar que já está resolvido”

    Quais são os erros mais comuns que você tem visto?

    O principal erro é esse: achar que já resolveu.

    Muita empresa acredita que está usando material reciclado adequado, mas quando a gente vai ver, é material pós-industrial. E isso não atende ao que o decreto exige.

    Outro ponto é a falta de rastreabilidade. Precisa entender o PCR. Não basta dizer que é reciclado. Precisa comprovar de onde vem, ter certificação, ter controle. Sem isso, não adianta.

    “Ainda existe resistência, mas ela vem de um histórico antigo”

    O uso de PCR ainda gera insegurança na indústria?

    Gera. Mas essa insegurança vem muito mais do histórico do mercado do que da realidade de hoje.

    Lá atrás, o material reciclado realmente tinha problema, cheiro, impureza, dificuldade de rodar na máquina. Isso aconteceu, não dá pra negar.

    Só que o mercado evoluiu. Hoje, quando você tem controle da cadeia e um material bem feito, o comportamento é outro. O problema é que muita gente ainda está olhando com a cabeça de anos atrás.

    “Não é essa complexidade toda que o mercado imagina”

    O que realmente muda na operação ao adotar PCR?

    Não é uma ruptura. O que muda são ajustes. Dependendo da aplicação, você precisa calibrar alguma coisa, acompanhar mais de perto no início. Mas isso faz parte de qualquer validação.

    Com material de qualidade e suporte técnico, isso roda. O problema é quando a empresa testa com material ruim ou sem apoio, aí realmente não funciona, e ela acaba travando.

    “Quem olha primeiro para isso não é o Compras”

    Dentro das empresas, quem deve estar envolvido nesse processo?

    Normalmente começa por qualidade, sustentabilidade e P&D. Essas áreas entendem o impacto técnico e regulatório. O Compras entra depois, quando já tem uma diretriz mais clara.

    Por isso, quando a gente fala de comunicação, tem que falar com essas áreas primeiro. São elas que puxam esse tipo de movimento dentro das empresas.

    “Não se adaptar pode gerar impacto real”

    Quais são os riscos para quem não se adequar?

    Tem risco, sim. O decreto prevê multa e pode chegar até em questões de licença de operação. Não é algo leve.

    Mas, além disso, tem o impacto de mercado. Empresas que não se movimentarem podem começar a perder espaço, principalmente em cadeias onde isso passa a ser exigido. E isso tende a crescer.

    Mais do que entender, o desafio é aplicar

    Se o cenário já mudou, a dúvida agora é como fazer isso na prática sem comprometer a operação? Porque é aí que muita empresa trava. Pensando nisso, preparamos um material que aprofunda esse ponto no conteúdo a seguir. Clique aqui e confira!

  • PCR na prática: como aplicar material reciclado sem comprometer sua operação

    PCR na prática: como aplicar material reciclado sem comprometer sua operação

    A adoção de material reciclado nas embalagens deixou de ser uma tendência para se tornar uma exigência real do mercado. Mas o que o PCR na prática tem a ver com isso?

    Com a entrada em vigor do Decreto 12.688, empresas passam a ter não apenas a responsabilidade de gerenciar o plástico que colocam no mercado, mas também de incorporar conteúdo reciclado em suas embalagens.

    Apesar desse cenário, uma dúvida ainda trava muitas decisões dentro das indústrias: o uso de PCR compromete a operação?

    A resposta não é simples, mas também não é o problema que muitos imaginam, e é sobre isso que trata este presente texto. Confira!

    PCR na prática: o principal medo da indústria não é regulatório é operacional

    Quando o tema é PCR (material pós-consumo reciclado), a maior resistência não está na legislação, mas na operação.

    Áreas como qualidade, P&D e engenharia costumam levantar preocupações legítimas: receio de variações no material, impacto na maquinabilidade, possíveis falhas na produção e instabilidade no processo.

    Esse cuidado faz sentido, especialmente quando se considera o histórico do material reciclado no mercado.

    Durante anos, o PCR foi associado a baixa qualidade, presença de impurezas, odor e dificuldade de processamento. Essa percepção não surgiu por acaso, ela é resultado de uma cadeia que, por muito tempo, foi pouco controlada.

    O que mudou no uso de PCR nos últimos anos

    Apesar de tudo, o cenário é outro e a evolução da cadeia de reciclagem e a profissionalização de algumas indústrias trouxeram um novo padrão de material reciclado.

    Hoje o PCR na prática passa a ter um comportamento muito mais previsível quando há controle da origem, rastreabilidade e padronização da resina.

    Especialmente em operações verticalizadas, onde a própria indústria controla etapas críticas da cadeia, é possível reduzir variáveis e garantir maior estabilidade.

    Isso muda completamente a lógica: o reciclado deixa de ser uma alternativa de baixo custo e passa a ser uma solução técnica viável.

    O que realmente muda na operação ao usar PCR

    O uso do PCR na prática, não representa uma ruptura na operação, mas exige atenção a alguns pontos. O primeiro deles está relacionado aos ajustes de processo.

    Dependendo da aplicação, pode ser necessário realizar calibrações finas em parâmetros como temperatura, velocidade de máquina ou condições de selagem.

    São ajustes controláveis, mas que pedem acompanhamento técnico, especialmente nas primeiras rodadas.

    Outro ponto importante é o monitoramento inicial. Os testes são fundamentais para validar o comportamento do material em ambiente real e identificar eventuais necessidades de ajuste.

    É justamente nessa etapa que muitos projetos falham, não por limitações do material, mas pela ausência de suporte adequado.

    Por fim, a escolha do fornecedor tem um peso decisivo.

    Materiais reciclados sem controle de origem, sem padronização ou sem certificação tendem a apresentar variações que, essas sim, podem comprometer a operação.

    Ou seja, o problema não está no PCR na prática, em si, mas na falta de controle sobre ele.

    Por que muitas empresas ainda falham com PCR

    Grande parte das experiências negativas com material reciclado está associada a erros de entendimento e aplicação.

    É comum, por exemplo, que empresas utilizem material pós-industrial (PIR) acreditando que estão atendendo às exigências regulatórias, quando na verdade o decreto exige o uso de material pós-consumo (PCR).

    Além disso, a ausência de rastreabilidade e a escolha de fornecedores sem padrão de qualidade reforçam a sensação de insegurança.

    Assim, uma experiência ruim gera resistência, que por sua vez impede a evolução do uso do material, ciclo difícil de quebrar.

    Como garantir segurança ao aplicar PCR

    Empresas que conseguem avançar com segurança na adoção de PCR na prática têm algo em comum: tratam o tema de forma estruturada.

    Isso começa pela conformidade regulatória, com materiais certificados e rastreáveis. Passa pela segurança operacional, com testes acompanhados e validação em ambiente real.

    E se completa com a segurança de fornecimento, garantindo volume, padronização e consistência ao longo do tempo.

    Quando esses três elementos estão alinhados, o material reciclado deixa de ser uma incerteza e passa a fazer parte de uma operação estável.

    O fator tempo: um ponto que muitas empresas ignoram

    Um aspecto frequentemente negligenciado nesse processo é o tempo de implementação.

    A adaptação de embalagens não acontece de forma imediata. Mesmo em cenários mais simples, o desenvolvimento pode levar alguns meses, especialmente quando envolve validação técnica e ajustes operacionais.

    Isso significa que quando a exigência se torna urgente, o tempo de resposta já não é suficiente.

    E é fundamental compreender que o uso de PCR na indústria deixou de ser uma discussão restrita à sustentabilidade e passou a fazer parte da estratégia operacional das empresas.

    Hoje, inclusive, ele está diretamente ligado à conformidade regulatória, à continuidade da produção e à competitividade no mercado. Neste sentido, a questão central é “como implementar com segurança”.

    Afinal, quando aplicado com controle, conhecimento e estrutura, o PCR na prática não compromete a operação, ele a viabiliza dentro do novo cenário da indústria. E aqui na Azeplast, oferecemos o caminho.

    Clique aqui e entre em contato com a nossa equipe comercial ou chame direto no WhatsApp e saiba como podemos ajudar sua empresa a se adequar.