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  • Atlas e Azeplast: 26 anos de parceria mostram como a sustentabilidade gera valor para a indústria

    Atlas e Azeplast: 26 anos de parceria mostram como a sustentabilidade gera valor para a indústria

    Mais de 1 milhão de toneladas de resina plástica reciclada pós-consumo foram produzidas no Brasil em 2024, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (ABIPLAST). O número reflete um movimento cada vez mais presente na indústria: transformar sustentabilidade em eficiência, inovação e geração de valor.

    Mas o verdadeiro impacto da reciclagem não acontece quando o resíduo é coletado. Ele acontece quando esse material retorna à cadeia produtiva e volta a cumprir uma função estratégica dentro da indústria.

    A parceria entre Atlas Eletrodomésticos e Azeplast é um exemplo dessa transformação. Há 26 anos, as empresas demonstram que é possível unir qualidade, competitividade e responsabilidade ambiental em uma mesma operação. Confira um pouco desta história! 

    A sustentabilidade como parte da estratégia industrial

    A Atlas é uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do Brasil e líder nacional na produção de fogões. Com milhões de produtos fabricados anualmente, a empresa opera em um ambiente onde eficiência, qualidade e competitividade são fatores decisivos.

    Ao mesmo tempo, assim como acontece em toda a indústria moderna, existe uma demanda crescente por processos mais sustentáveis e por soluções que reduzam impactos ambientais sem comprometer desempenho, produtividade ou segurança.

    É nesse contexto que a utilização de plástico reciclado ganha relevância. Agora, é preciso inserir resíduos novamente no ciclo produtivo, transformando aquilo que seria descartado em um recurso capaz de gerar valor econômico e ambiental.

    Decreto do Plástico 

    Além das demandas do mercado e dos compromissos ESG assumidos pelas empresas, o tema também vem ganhando força no ambiente regulatório. 

    Nos últimos anos, o Brasil avançou em iniciativas voltadas à economia circular e ao incentivo ao uso de materiais reciclados, consolidando um cenário cada vez mais favorável para soluções que promovam o reaproveitamento de recursos.

    Esse movimento também vem sendo impulsionado pelo avanço da regulamentação ambiental no País. Em outubro de 2025, o Governo Federal publicou o Decreto nº 12.688/2025, que regulamenta dispositivos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) e estabelece novas diretrizes para a logística reversa de embalagens plásticas. 

    Entre as medidas previstas estão metas progressivas de recuperação de embalagens e a ampliação do uso de plástico reciclado pós-consumo (PCR) na indústria, fortalecendo a economia circular e estimulando o reaproveitamento de materiais ao longo da cadeia produtiva.

    Nesse contexto, experiências construídas ao longo de décadas ganham ainda mais relevância. É o caso da parceria entre Atlas Eletrodomésticos e Azeplast, que há 26 anos demonstra, na prática, como sustentabilidade e competitividade podem caminhar juntas.

    O papel da economia circular na indústria

    A economia circular propõe uma mudança importante na forma como os recursos são utilizados. Em vez de seguir o modelo tradicional de extração, uso e descarte, o conceito busca manter materiais em circulação pelo maior tempo possível, reduzindo desperdícios e aproveitando melhor os recursos disponíveis.

    Na prática, isso significa que resíduos industriais podem retornar à cadeia produtiva como matéria-prima para novos produtos e aplicações. Quando esse processo acontece com qualidade, rastreabilidade e controle, o resultado é uma operação mais eficiente e sustentável.

    É exatamente esse papel que a Azeplast desempenha ao longo de sua trajetória: transformar resíduos plásticos em soluções capazes de atender às exigências da indústria brasileira.

    Sustentabilidade sem abrir mão da performance

    Um dos principais mitos ainda associados ao uso de materiais reciclados é a ideia de que eles oferecem menor qualidade ou desempenho em comparação às matérias-primas convencionais. A experiência da Atlas demonstra justamente o contrário.

    Ao longo de mais de duas décadas de parceria, o plástico reciclado fornecido pela Azeplast tem sido utilizado em embalagens que precisam cumprir requisitos rigorosos de proteção, resistência e funcionalidade. Ou seja, a sustentabilidade não substitui a qualidade. Ela se soma a ela.

    Esse é um dos fatores que tornam a economia circular viável em larga escala: a capacidade de entregar desempenho operacional enquanto reduz impactos ambientais.

    Quando o impacto vira resultado

    A sustentabilidade ganha força quando pode ser medida. Por isso, os resultados acumulados ao longo da parceria entre Atlas e Azeplast ajudam a demonstrar como decisões responsáveis podem gerar impactos concretos para a indústria e para a sociedade.

    Em 26 anos de colaboração, a parceria possibilitou:

    -Mais de 856 toneladas de plástico reciclado reaproveitado;

    -Mais de 1.010 toneladas de resíduos desviados de aterros;

    -Economia superior a 3,88 milhões de kWh de energia;

    -Preservação de mais de 4,1 milhões de litros de água.

    Esses números representam recursos preservados, redução de desperdícios e uma cadeia produtiva mais eficiente. Resultados construídos por meio de investimentos, inovação, planejamento e, principalmente, pela integração entre empresas que compartilham objetivos semelhantes.

    Uma parceria construída sobre confiança

    Ao longo de 26 anos, Atlas e Azeplast desenvolveram uma parceria baseada em confiança, consistência operacional e evolução conjunta. Uma colaboração estratégica em que ambas as empresas contribuem para fortalecer processos, ampliar resultados e construir soluções alinhadas às demandas da indústria moderna.

    Esse modelo demonstra que a sustentabilidade não depende apenas de iniciativas isoladas, já que se torna mais eficiente quando envolve toda a cadeia produtiva. Pelo contrário. Desafios ambientais e produtivos da indústria exigem soluções cada vez mais integradas.

    Reduzir desperdícios, aumentar a eficiência dos recursos e desenvolver cadeias produtivas mais sustentáveis é uma necessidade para empresas que desejam manter sua competitividade no longo prazo. E a parceria entre Atlas e Azeplast mostra que esse caminho é possível.

    Confira aqui ou em nosso Instagram um pouco mais sobre essa parceria e veja que o verdadeiro impacto da reciclagem acontece quando ela retorna para a indústria, gera valor para os negócios e contribui para construir um futuro mais sustentável para todos.

  • PCR: o que muda na indústria com o avanço do PCR na visão de quem está dentro do processo

    PCR: o que muda na indústria com o avanço do PCR na visão de quem está dentro do processo

    A indústria de embalagens está passando por uma mudança importante e isso se relaciona com o material das embalagens, ou melhor, com o PCR.

    Com o avanço das regulamentações e a entrada em vigor do Decreto 12.688, o uso de material reciclado deixou de ser uma escolha e passou a ser uma exigência, impactando operação, custo e competitividade.

    Mas, na prática, o que isso significa?

    Para entender esse cenário, conversamos com Patrick Medeiros, diretor comercial da Azeplast, indústria especializada em filmes flexíveis com alto uso de PCR (material reciclado pós-consumo), que vive esse movimento no dia a dia.

    “A embalagem deixou de ser operacional. Hoje ela impacta o negócio.”

    Por que a embalagem deixou de ser um tema apenas operacional dentro das indústrias?

    Porque hoje ela impacta diretamente o negócio.

    Antes, embalagem era muito tratada como commodity, algo mais técnico, operacional. Hoje não. Hoje ela mexe com margem, com risco e com competitividade.

    Quando entra uma regulamentação como o Decreto 12.688, isso fica ainda mais claro. Não é mais uma decisão opcional, é algo que a empresa vai precisar estruturar.

    “O mercado ainda não sabe o que está acontecendo”

    As empresas já estão preparadas para esse novo cenário?

    Não estão. O que a gente vê na prática é que o mercado, de forma geral, não sabe o que está acontecendo ainda. Falta informação. Inclusive sobre o PCR.

    Muita empresa acha que já está fazendo o que precisa porque já trabalha com logística reversa, mas não é a mesma coisa. São coisas diferentes. Então existe uma falsa sensação de que está tudo certo, e não está.

    “O maior erro hoje é achar que já está resolvido”

    Quais são os erros mais comuns que você tem visto?

    O principal erro é esse: achar que já resolveu.

    Muita empresa acredita que está usando material reciclado adequado, mas quando a gente vai ver, é material pós-industrial. E isso não atende ao que o decreto exige.

    Outro ponto é a falta de rastreabilidade. Precisa entender o PCR. Não basta dizer que é reciclado. Precisa comprovar de onde vem, ter certificação, ter controle. Sem isso, não adianta.

    “Ainda existe resistência, mas ela vem de um histórico antigo”

    O uso de PCR ainda gera insegurança na indústria?

    Gera. Mas essa insegurança vem muito mais do histórico do mercado do que da realidade de hoje.

    Lá atrás, o material reciclado realmente tinha problema, cheiro, impureza, dificuldade de rodar na máquina. Isso aconteceu, não dá pra negar.

    Só que o mercado evoluiu. Hoje, quando você tem controle da cadeia e um material bem feito, o comportamento é outro. O problema é que muita gente ainda está olhando com a cabeça de anos atrás.

    “Não é essa complexidade toda que o mercado imagina”

    O que realmente muda na operação ao adotar PCR?

    Não é uma ruptura. O que muda são ajustes. Dependendo da aplicação, você precisa calibrar alguma coisa, acompanhar mais de perto no início. Mas isso faz parte de qualquer validação.

    Com material de qualidade e suporte técnico, isso roda. O problema é quando a empresa testa com material ruim ou sem apoio, aí realmente não funciona, e ela acaba travando.

    “Quem olha primeiro para isso não é o Compras”

    Dentro das empresas, quem deve estar envolvido nesse processo?

    Normalmente começa por qualidade, sustentabilidade e P&D. Essas áreas entendem o impacto técnico e regulatório. O Compras entra depois, quando já tem uma diretriz mais clara.

    Por isso, quando a gente fala de comunicação, tem que falar com essas áreas primeiro. São elas que puxam esse tipo de movimento dentro das empresas.

    “Não se adaptar pode gerar impacto real”

    Quais são os riscos para quem não se adequar?

    Tem risco, sim. O decreto prevê multa e pode chegar até em questões de licença de operação. Não é algo leve.

    Mas, além disso, tem o impacto de mercado. Empresas que não se movimentarem podem começar a perder espaço, principalmente em cadeias onde isso passa a ser exigido. E isso tende a crescer.

    Mais do que entender, o desafio é aplicar

    Se o cenário já mudou, a dúvida agora é como fazer isso na prática sem comprometer a operação? Porque é aí que muita empresa trava. Pensando nisso, preparamos um material que aprofunda esse ponto no conteúdo a seguir. Clique aqui e confira!